BH Service Jam 2012, colaboração e criatividade para mudar o mundo

Desenvolver serviços e produtos que possam mudar a vida das pessoas para melhor.

Escrito por: Júlio César

BH Service Jam 2012 é sobre compartilhar ideias.

Desenvolver serviços e produtos que possam mudar a vida das pessoas para melhor, com foco em mudanças sociais, objetivando engajamento, conectando as diferentes formas de pensar e agir. Assim foi a edição do BH Service Jam 2012. Evento que propõe a soma de esforços e a colaboração de várias pessoas de diferentes áreas de atuação. Com um único propósito: mudar o mundo, seja qual for a dimensão desse mundo.

O BH Service Jam 2012 é uma versão Brasileira do Global Sustainability Jam, evento global que acontece simultaneamente em todo o mundo, com o objetivo de criar soluções e serviços que sejam viáveis e sustentáveis para todas as pessoas. Este ano foi o projeto Mozaiko (iniciativa da Voël, representante da DesignThinkers Group no Brasil) que deu suporte ao Global Sustainability Jam em Belo Horizonte.

O workshop foi realizado de 2 a 4 de novembro de 2012 e contou com um grupo de pessoas empenhadas em somar conhecimentos e transformar a vontade de fazer em esforço coletivo para oferecer para a comunidade ideias e propostas que gerem soluções criativas, com o intuito de melhorar a vida da mesma.

Sustentabilidade? WTF?

Quando se fala em sustentabilidade, muitas pessoas lembram da velha filosofia de que “basta eu economizar a água que está tudo bem”. Claro, ter em mente que o uso consciente de recursos naturais pode – e muito – melhorar o mundo, mas serviços sustentáveis vão muito além disso. E eles podem muito bem servir de filosofia para diferentes segmentos de atuação.

BHJAM 2012, colaboração e criatividade para mudar o mundo.

Ser sustentável é prover um serviço e/ou produto que seja organicamente natural ao modo de viver, sem degradar o meio ambiente, costumes, desejos e necessidades das pessoas e tudo o que compõem o seu meio. Sustentabilidade é um conceito invisível, é uma forma de abordar melhorias nos processos. Desde o lixo que é gerado na sua casa, o carro que é fabricado na indústria e aquela intranet que uma empresa produz para melhorar a vida de seus colaboradores.

O que o BH Service Jam 2012 propôs foi o entendimento disso tudo. Como podemos criar meios inteligentes, com os recursos que nos sãos oferecidos (muitas vezes escassos), para devolver, para nós mesmos, mecanismos que melhorem os processos e as formas de fazer.

Metodologias e técnicas do Design Thinking foram aplicadas, e a Voël esteve, todo o tempo, acompanhando cada etapa da produção, orientando e guiando todos os passos dos grupos.

O tema

Heart Beats!

Isso mesmo, esse foi o tema que dado para todos os jammers ao redor do mundo. Heart Beats. Com este assunto, iniciamos os trabalhos. A ideia ainda não estava clara para os participantes, mas depois de todo o processo as expectativas eram superadas de formas surpreendentes. No final, surgiram dois serviços totalmente viáveis, de baixo custo e que podem ser implementados e melhorados em toda a comunidade.

Criar soluções sustentáveis que façam o coração bater mais forte

Entenda “coração bater” como alcançar as pessoas de uma forma que realmente haja transformação em suas vidas. Que ela mude, que ela saia da zona de conforto, que ela possa sentir-se valorizada e pronta para fazer isso com outras pessoas. Que a sensação de bem-estar e de autoconfiança possa ser a fonte de energia para melhorar a vida de outras pessoas.

Em dois grupos, depois de dinâmicas e ótimas conversas, agrupamos todas as nossas ideias. O que pensamos ser sustentável? Como pensamos ser um heart beat? Ou seja, o que faz o coração bater? O que emociona? O que faz um serviço dar certo? O que faz as pessoas se engajarem por uma causa? O que nos faz consumir um produto? Ou, o que nos faz viver?

Um serviço só é eficaz se você ouvir as pessoas

Para que um serviço ou produto seja realmente eficiente para as pessoas, você precisa ouvir e entender… as pessoas!

Parece ser uma analogia lógica, mas muitas empresas e organizações ainda tomam decisões de dentro para fora. Ou seja, reúnem as pessoas envolvidas no projeto, criam alguma coisa e “empurram” isso para que seus colaboradores e consumidores utilizem.

O risco disso tudo, além do “retrabalho” que será inevitável, é o fato de você não ter um cenário preciso. Com toda certeza, os problemas irão surgir no meio do caminho quando o serviço estiver sendo oferecido, porque, lá no começo do projeto, não houve a preocupação de pontuar as necessidades e expectativas reais do serviço em si. Sem entender para quem você projeta e uma organização sistemática bem definida você fica muito dependente da sorte dos fatores.

Pesquisa

Com esta certeza em nossas cabeças, fomos para a rua, literalmente, conversar e, principalmente, ouvir as pessoas. Tínhamos dois serviços a serem desenhados, organizados e projetados para diferentes comunidades. Também precisávamos cumprir um prazo, então as tarefas foram divididas em etapas. Tudo aconteceu de uma forma muito agradável e divertida. Colhemos depoimentos, trocamos ideias, rimos bastante e nos surpreendemos com todas as histórias que nos foram contadas.

Com um material muito rico, organizamos os perfis dos entrevistados em uma representação de como é a vida dele, o que deseja, o que entende como sustentabilidade e, claro, estes dados foram mapeados. Nesta etapa, focamos muito em atender o objetivo que foi proposto: heart beats.

Resultados: Conexões e experiências

O resultado disso tudo foi o surgimento de dois serviços, totalmente viáveis, de baixo custo e que transformam a vida das pessoas. Além de conhecer pessoas interessantes, nos divertimos muito, dançamos, comemos e demos boas risadas. Eis um processo criativo que rende boas ideias.

Serviços que foram criados:

Nosso tema (our theme)

A educação além das escolas. Como a comunidade pode se engajar e solucionar problemas comum a todos.

Sheltering Connections

Os abrigos gratuitos (públicos) como centros de transformação, lugares onde os abrigados podem aprender e ensinar muito uns aos outros.


Veja as fotos do evento clicando aqui.

Júlio César

Julinho é formado em Publicidade pelo Uni-BH, pós-graduado em Gestão estratégica pela PUC-Minas e atualmente cursa MBA em Gestão de Marketing pelo Ibmec.

Atua como UX/UI Designer em diversos produtos e serviços com a missão de criar soluções coerentes para as pessoas.

Julinho também é Professor nas disciplinas de Lean UX e Comportamento do Consumidor no IGTI.

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