Planejamento estratégico: Sua empresa se baseia em feelings ou em dados?

A intuição do profissional sempre será importante. Mas é essencial saber como fazer um elo com os dados que a empresa produz.

Escrito por: Equipe de conteúdos

Muito se fala em planejamento estratégico nas empresas. Equipes se reúnem, planilhas e slides são exibidos, ferramentas são instaladas nos computadores… Mas, afinal, o que é importante: criar um planejamento fundamentado em feelings ou utilizar os dados para balizar planos táticos?

Executar um planejamento estratégico guiado por indicadores é prática primordial em muitas organizações. No entanto, há uma grande confusão acerca do tratamento oferecido a esses índices, que têm como função, no fim das contas, responder às perguntas com agilidade e de maneira precisa.

O problema

Uma pesquisa realizada no Brasil pelo Boston Consulting Group (BCG) aponta que 94% das empresas carecem de ferramentas que levem à automação dos dados e consigam, assim, disponibilizar conteúdos customizados em escala. Tecnologia integrada também é um problema. Pelo menos 91% das companhias não contam com personalização avançada em suas ferramentas internas e externas.

Em equipe, colocar os objetivos no papel é tarefa simples. Mas quando as pessoas se reúnem para debater sobre estratégia e tática, há desorganização. Normalmente, cada profissional tende a tratar e a demonstrar os dados de forma própria. As escolhas e definições realizadas para guiar o planejamento estratégico da marca são distintas, o que leva a uma confusão generalizada nas empresas.

Dois exemplos e uma reflexão

Vamos trabalhar, aqui, com aquele modelo clássico de reuniões, na qual o diretor geral da organização fica na ponta da mesa enquanto os demais diretores, enfileirados nas laterais.

Reunião de negócios

Muitas planilhas e gráficos, e quase sempre, poucas informações concretas em mãos.

O diretor de comercial apresenta planilhas gigantes, cheias de fórmulas. Informações que, nem de longe, são passadas de forma didática para os colegas. O diretor de marketing, então, exibe um PowerPoint super conceitual sobre o que ele gostaria de fazer. O cabeça do setor de produção, por sua vez, expõe relatórios gigantes e de difícil compreensão.

E então, as perguntas são respondidas com agilidade e eficiência? O diretor de RH, por exemplo, sabe informar, na lata, quantos talentos a empresa adquiriu e quantos perdeu nos últimos meses? O que fica decidido?

Time?

Em um time de futebol (soccer), a sinergia é a mais básica das premissas. Se os jogadores não estiverem todos com um mesmo mindset, como conquistar uma Copa Libertadores, o objetivo jamais será alcançado. É preciso que haja um planejamento de equipe coeso, que faça sentido entre todas as partes envolvidas ao longo da jornada. E um time de futebol, não se esqueça, engloba muito mais que apenas os jogadores em campo.

Bola na rede

A vitória do time vem da conexão entre os jogadores, da capacidade de lutar por um único objetivo: a vitória!

Portanto, se não há sintonia, sinergia e alinhamento no tratamento dos dados, isso também inexiste na hora de guiar o planejamento.

Reflexão da Flip: Sua empresa está estruturando bem os dados? Compreende o que dizem e é capaz de converter isso em informações precisas, para que os departamentos estejam todos alinhados? Sabe o que acontece em todos os cenários para, daí sim, traçar um planejamento estratégico que faça sentido?

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Líderes de mercado consolidam dados…

Em um ambiente competitivo e desafiador, as empresas necessitam, com urgência, romper barreiras entre departamentos, equipes e canais. Ao reunir informações, consolidando os dados, é possível ter uma visão unificada do seu público, o que leva ao crescimento.

Um estudo realizado pela Bain & Company em parceria com a Google, revela que empresas líderes de mercado tendem a priorizar tecnologias integradas 1,6 vezes mais que os retardatários. Sendo que as chances de que esses líderes sejam usuários avançados dessa tecnologia é de até 1,2 vezes maior.

Equipe em reunião

Consolidar os dados de maneira inteligente permite responder às perguntas de forma rápida e eficaz.

Se uma organização quer ser líder de mercado em cinco anos, quais perguntas precisa elencar? É necessário, a título de exemplo, saber o que o concorrente faz de melhor e pior, quais foram seus erros e acertos de mercado, quais dos seus produtos têm mais força e quais têm mais deficiências.

E o business intelligence da empresa precisa ter as respostas “prontas”. O setor não oferecer essa rapidez, uma espécie de self-service BI, é um grande obstáculo. O problema é ainda maior se o tempo médio de espera para um relatório é de uma a duas semanas e tudo o que se recebe são planilhas do Excel, que dificultam mais do que facilitam o entendimento das informações.

O ideal é que, ao sair de uma reunião, as equipes tenham mais respostas que perguntas. “Organizar os dados para que eles balizem o feeling é algo interessante de se implementar. Não estou dizendo que o feeling não é importante. Mas é essencial saber como fazer o elo com as informações que essa organização dispõe”, aponta o Designer UX/UI da Flip, Júlio César.

E escutam seus clientes

Varejistas e fabricantes que se tornam mais eficazes na mineração dos dados de seus clientes e planejam estrategicamente tendem a colher os frutos rapidamente. É o que aponta uma pesquisa realizada recentemente pela JDA nos Estados Unidos.

Para aproveitar o fluxo de demanda dos consumidores, 43% dos gerentes de mercado entrevistados planejam investir, também, em dados customer-driven. O aumento é de 16%, se comparado a 2017.

Os usuários de internet do Brasil estão entre os mais ávidos do mundo, ficando atrás apenas das Filipinas. É uma média de nove horas de conexão diária, sendo que 44% do acesso se dá via mobile.

Construindo uma boa estratégia data-driven

Abaixo, algumas dicas para se estabelecer um bom planejamento estratégico, que tende a proporcionar experiências melhores e cada vez mais personalizadas:

Comprometa-se com o plano

Mudar pode ser difícil e incorporar uma cultura guiada por dados não é uma exceção. Dos líderes aos terceirizados, deve haver um compromisso de que a estratégia seja bem-sucedida.

Dessa forma, investir tempo e recursos é fundamental para concretizar essa realidade. Afinal, se o caminho estiver bem definido, perder tempo fica difícil.

Integração e automação

O volume de dados produzidos pela empresa e seus clientes é massivo. Portanto, sem uma integração de dados bem sucedida, os profissionais não contarão com as informações apropriadas e necessárias para uma visualização unificada da organização e do consumidor.

Ao implementar novas ferramentas e tecnologia de automação em seu planejamento estratégico, seus funcionários gastam menos tempo pesquisando e analisando dados e mais tempo usando os resultados para refinar e criar rotinas, produtos e campanhas personalizadas de alto nível.

Tenha o melhor time

Quando se trata de dados, habilidades técnicas específicas necessárias podem dificultar a busca dos melhores talentos. Dessa forma, é importante que as equipes tenham uma natureza  interdepartamental e interdisciplinar. Isso significa encontrar pessoas que estejam dispostas a partir de um nível corporativo e ir além de sua área de especialização.

Trabalho em equipe

Proporcionar as trocas entre as equipes permite que os profissionais aprendam e atuem além de sua área de especialização.

O nível de colaboração entre as equipes é uma necessidade para que haja sucesso no decorrer dos processos. Por isso…

Conecte os departamentos

Sim, criar equipes interdepartamentais é uma área de oportunidade. No entanto, outra é garantir que os dados sejam compartilhados de forma funcional em toda a empresa.

Dados integrados e de alta qualidade são essenciais para o sucesso de todos os departamentos. E, claro, devem estar alinhados às metas de negócios de nível superior. Afinal se as metas de negócios se contradizem entre os setores, não importa se a coleta dessas informações é feita de maneira eficaz.

Fique de olho na concorrência

Dedicar atenção ao próprio negócio é uma tarefa laboriosa e diária. No entanto, em termos de marketing digital orientado por dados, não se atentar à concorrência é um grande erro.

Saiba observar seus adversários, compreender como implementam suas estratégias. Encontre maneiras de aprender com os erros e acertos dos outros.

No campo do marketing, em especial, os profissionais devem manter-se atualizados sobre as últimas tendências e mudanças no marketing guiado por dados. Isso vai ajudar, e muito, na estratégia da sua marca.

Meça seus dados, otimize, meça-os novamente

Um dos benefícios primordiais de se ter uma cultura guiada por dados na organização é a capacidade de medir contínua e precisamente todos os resultados. Durante os processos, é possível aprender o que é mais ou menos efetivo. Além disso, permite que as equipes orientem, otimizem e experimentem adequadamente.

Feeling ou dados

Lapidado para brilhar: o dado deve ser trabalhado como matéria prima.

A medição constante dos dados ajuda a empresa a manter o foco nos negócios, nas metas, bem como ajuda no ROI e a influenciar ainda mais na adesão dos líderes organizacionais.

É essencial que o dado seja a matéria prima para o fomento de informações estratégicas. E, com isso, a Flip pode ajudar! Estruturamos os dados, transformando-os em painéis analíticos muito mais fáceis de serem lidos e interpretados.

Equipe de conteúdos

A Equipe de conteúdos da Flip é formada por pessoas com diferentes talentos. Aqui, escrevemos sobre como o design e a tecnologia impactam em nossas vidas.

A equipe de conteúdos da Flip é formada por:

Cristiano Falinácio, Engenheiro de dados.
Júlio César, Publicitário e UX/UI Designer.
Polly Dias, Jornalista e colaboradora freelancer.
Ricardo, Analista de Business Intelligence.
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