Processo de Design é simples, apenas observe

É possível gerar valor em design em um contexto de incertezas? É verdade que a única garantia que quase tudo que construímos é efêmero? 

Autor: Julinho

Entender os comportamentos das pessoas é um dos maiores desafios para quem deseja construir uma experiência relevante. Arquitetar soluções e gerar valor real para alguém, é um desafio ainda maior. Sabe aquela sensação de “para que estou fazendo isso?” Pois é… Em um universo cheio de ferramentas, metodologias e tecnologias, proponho uma reflexão: qual o real significado de um processo de design? 

Em uma reunião de planejamento, ouvi um dos diretores dizer: “Vamos jogar tudo isso fora em um ou dois anos”. E acredite, ele está certo. As interfaces mudam, as pessoas ficam mais exigentes e, por consequência, as experiências mudam. A melhor interface é não ter interface.

Estamos em um realidade líquida, que sofre alterações de uma forma quase insana. E, dentro desse cenário, como é possível gerar valor em design em um contexto de incertezas, no qual a única garantia é de que quase tudo que construímos é efêmero? 

Estamos criando realidades ou fantasias

Estamos criando realidades ou fantasias?

Conceitos e virtudes 

O conceito processo de design é muito amplo, sabemos disso. Existem várias técnicas, formatos, meios, táticas etc., de como aplicar pesquisas, layouts e códigos, e uma coleção ainda maior de “como fazer” espalhados pela web. Entretanto, minha reflexão, aqui, é no sentido de entender o quanto estamos gerando de valor real para uma pessoa. Estamos pesquisando mesmo ou apenas estocando respostas?

A proposta, então, é trazer uma abordagem holística. Em um mercado cada vez mais ágil, como criar sentidos verdadeiros e como buscar as respostas corretas? Colocar energia nas perguntas pode ser um bom exercício. Onde a pesquisa se conecta com a pessoa? Faz sentido ou são apenas respostas? O que estamos resolvendo de fato? 

Esta reflexão se torna ainda mais desafiadora quando adicionamos o componente “ágil” na história. Atualmente, tudo é ágil, rápido. Precisamos responder agora. Nada de responder daqui a um ano. Um ano?! Imagina quanta coisa mudou nesse período? É o que escuto o tempo inteiro. 

Então, como fazer uma conexão que realmente faça sentido entre pessoas e experiências com produtos e serviços? Ir além da coleta de respostas dos formulários? Que tal uma abordagem humanizada antes de decidir qual ferramenta ou metodologia utilizar?

Para mim, uma das maiores virtudes de uma pessoa é sua capacidade de compreensão das coisas, e, se você conseguir utilizar este atributo em um processo de design, já tem meio caminho andado. Por isso, me inspirei no trabalho de cinco pessoas. Eles são conhecidos como “Os Cinco Fabulosos” e trabalham em uma séria chamada “Queer Eye” (Netflix).

Equipe Queer Eye

Equipe Queer Eye

Vários olhares, várias possibilidades

Se você está se perguntando por que busquei inspiração nessas pessoas ou o que a série “Queer Eye” tem a ver com pesquisa, design e experiência, eu explico. Minha proposta, neste conteúdo, é oferecer uma reflexão. Deixo os manuais, ferramentas e “como fazer”, para especialistas. A intenção é abordar o desafio de se criar relacionamentos entre pessoas e marcas de maneira agradável, respeitosa e, se possível, com uma experiência boa (no mínimo respeitosa). Tudo isso vinculado ao negócio de forma incremental e, o mais importante, através de uma pesquisa eficiente. 

Como utilizar todo o potencial de recursos disponíveis na construção de um processo de design que realmente se encaixe e supere expectativas? Existe manual ou receita para isso? 

Particularmente, acredito que existem meios. O importante é entregar valor real para as pessoas. Afinal, ter um arsenal de ferramentas e metodologias sem uma estratégia e pessoas competentes, é energia desperdiçada. Informação é diferente de formação e consultar especialistas pode fazer toda a diferença. 

O que é o “Queer Eye” 

Basicamente, é uma série que funciona assim: Cinco profissionais com conhecimentos e competências diferentes formam uma equipe para ajudar outras pessoas a resolverem problemas complexos. Isso em resumo, pois o programa é muito rico em conteúdo. Se ainda não conhece, você pode saber mais sobre ele aqui

Mas por que eu estou citando esta série e o que isso tem a ver com o processo de design? A forma que eles realizam o trabalho de ponta a ponta faz muito sentido dentro do campo do design de experiência. É ir além de interface, além do seu app favorito de fazer layouts.  É sobre investigar, ter curiosidade, conhecer bem os indivíduos, averiguar o problema e entregar a solução na outra ponta. Vou tentar conectar tudo abaixo. Vem comigo! 

O modelo ágil funciona?

Como citado no começo deste texto, um dos componentes que deixa o processo de design mais desafiador para se entregar uma experiência positiva é o tempo. Precisamos de respostas rápidas para criar soluções ainda mais rápidas, dentro de um espaço de tempo relativamente curto. E tudo precisa se encaixar e fazer sentido. Se todos estão em uma corrida, quem entrega mais novidades? O cliente quer novidades ou soluções? 

Em um contexto de design para experiências digitais, que é onde trabalho, realizar pesquisas de forma ágil ainda é desafio. As causas mudam, mas outras são históricas.

Percebo que existe um problema que ainda insiste em acompanhar os times: começar um projeto pela ferramenta, não pelo problema. Desde 1999, quando comecei a trabalhar na área, o cenário era bem parecido. Apesar disso, desde então, evoluímos bastante. Entretanto, outras questões ainda insistem em nos acompanhar. Talvez a herança da cultura industrial tenha alguma influência.

Eu preciso entender sobre pessoas ou tecnologias?

Eu preciso entender sobre pessoas ou tecnologias?


Hoje, observando as rotinas das equipes, percebo que quase todo mundo admira empresas de ponta, mas poucos percebem que o que elas fazem, basicamente, é compreender as pessoas. Estamos em 2020 e é quase impossível contar quantos aplicativos existem no mercado para realizar pesquisas, desenhos e interfaces. Mas onde o indivíduo se encaixa nessas parafernalhas?

Vejo muita energia em se aprender a utilizar softwares e pouca energia em aprender sobre pessoas. Parece que vivemos em um tempo de conhecimentos fragmentados e que não há mais tempo para compreender, mas apenas se ater a parcelas de uma história incompleta para, então, fazer algo. Estamos criando várias coisas, mas o que estamos criando de fato faz sentido? Resolve um problema?

Quase tudo é feito a partir de um software. Daí ficam ali, admirando sobre a beleza e complexidade da interface. A pergunta que deixo é: o problema foi resolvido? 

Em um modelo de pesquisa ágil, a primeira coisa que se pode evitar é o modismo, uma armadilha sedutora que vai te fazer tomar decisões caras para realizar processos simples. Como o modismo da frase “errar cedo para aprender rápido”. Prefiro uma frase que o professor Mário Sergio Cortella utiliza: “Aqui, só admitimos erros inéditos”.

Processo de design é sobre conhecer as pessoas 

Sim! E é perfeitamente possível aplicar um processo de design ágil dentro de certo tempo e com envolvimento adequado. Assistindo a série, percebi que a forma como os Fab 5 realizam o trabalho é incrível. Eles fazem de maneira muito criativa, ágil e eficaz. Compreendendo o problema, encaixando as situações dentro das limitações, como orçamento, tempo e recurso e, após sete dias, entregam uma solução.

Após essa entrega, os profissionais voltam ao QG e assistem, juntos, aos resultados do trabalho desenvolvido. Trocam ideias, críticas e aprendizados sobre toda a história. Gente, é isso! É simples! Evitemos a burocracia. É essencial entregar respostas rápidas, dentro dos contextos. 

Para quem e por quê? 

Quando você recebe uma demanda de design, você começa o trabalho com estas perguntas? 

Ainda é comum ver vários projetos sendo iniciados com base em achismos. Eu sei que nada é simples, que cada empresa tem sua cultura e que, muitas vezes, é difícil implementar uma cultura de design. Entendo de verdade. E posso dizer, com segurança, que você não sofre com isso em vão. Partilhamos essa mesma dor. Até aquela empresa descolada, que você acha que é super legal e moderna, tem obstáculos do tipo para superar. Só muda o vocabulário. 

Entretanto, como bons profissionais que somos, temos o dever de sempre buscar maneiras e métodos que ajudem uma empresa no alcance de seus objetivos de negócios. Pessoas que fazem design, fazem estratégias – ou deveriam fazer.

Mesmo com barreiras e teimosias, faz parte do nosso papel apresentar boas soluções. A abordagem e a estratégia de como aplicar muda, dependendo de onde você está. Mas faz parte do DNA humano construir soluções para problemas complexos.

Cada dia que passa, é mais desafiador entregar valor real para outra pessoa. Eu mesmo, como professor, sou desafiado todos os dias sobre construir conteúdos que façam sentido para as pessoas. Ainda mais em uma realidade na qual a informação é hiper compartilhada, como desenvolver disciplinas que agreguem valor no mundo em que a informação está disponível? O que me ajuda, neste ponto, é lembrar que “informação é diferente de formação”. 

Informação é diferente de formação

Informação é diferente de formação

Foi pensando nisso, que busquei inspiração em Queer Eye. Depois de assistir a vários episódios, percebi que eles trabalham de uma forma muito interessante: fazendo o básico, de maneira simples, e com resultados incríveis. 
Para isso, recortei e organizei a maneira como trabalham e cheguei em um formato que vou compartilhar com você. E essa abordagem pode te ajudar a extrair vários insights interessantes. 

Metodologia de pesquisa ágil e entrega de solução do time Fab 5 em 8 passos

1. Imersão no cenário 

Eles chegam ao lugar e fazem questão de compreender o todo. O meio ambiente que os cerca. Mapeiam todo o ecossistema que faz parte da realidade na qual vão atuar. 

2. Imersão com a pessoa 

Após o mapeamento do ambiente, os Cinco Fabulosos se organizam para conhecer bem a pessoa que vai receber a nova experiência. Juntos, abordam o cliente, de uma maneira divertida e leve (às vezes, até caótica). São muitas informações ao mesmo tempo e eles fazem uma festa com todos esses elementos. Isso te faz lembrar algo?

3. Compreensão do desafio

Após compreender o contexto, o ambiente e a pessoa, a equipe se agrupa para compartilhar suas impressões sobre o desafio. As informações fragmentadas são reunidas e o time busca criar sentido para todas elas. O desafio precisa estar claro para todos os fabulosos. 

4. Alinhamento de expectativas

Em seguida, a equipe faz uma coisa que defendo com unhas e dentes: o alinhamento de expectativas entre as pessoas envolvidas. Mesmo com tanta tecnologia e ferramentas, ainda sofremos com falhas de comunicação. Por isso, nesse estágio, o time deixa muito claro o que precisa ser feito e como. É importante que todos estejam na mesma página. 

5. Definição das tarefas

Outro ponto muito importante e que, apesar de óbvio, ainda é causa de dor para muitas empresas. Definir tarefas parece simples, mas sempre somos surpreendidos com gargalos.

Entramos no modo automático e corremos o risco de definir (ou pior, não definir) de forma clara as tarefas inerentes ao projeto. Nesta fase, o time do Queer Eye faz isso muito bem. Mapeiam e definem as tarefas e responsabilidades de cada profissional do time. O interessante é que não mostram nenhum app, ou ferramenta. Eles apenas fazem. Cada ser em si sabe a dor de como organizar suas tarefas e ferramentas. 

6. Testes rápidos

Se você perceber, desde a etapa 1, o processo de design está sendo realizado, inclusive com pesquisa. E é este o ponto que defendo. A pesquisa não é descolada da rotina, ela é rotina. Os testes fazem parte da jornada e, ali, os sentidos já estão sendo construídos. Durante os trabalhos, os Fab 5 realizam diversos experimentos para aprender com a pessoa (ou cliente) e, o mais importante, fazem isso durante toda a jornada. 

 7. Entrega da solução

Depois dos seis passos anteriores, é hora de entregar a solução. Esta parte, na série, é bem legal e tem muita conexão com a forma do processo de design. O time oferece a solução para a pessoa de forma surpreendente. Isso porque, ainda que esse indivíduo tenha participado de todo o processo, a solução entregue é feita sob medida. 

Os Fab 5 são capazes de conectar todos os estágios e dispõe de uma solução completa para o cliente. Em muitos casos, o momento chega a ser emocionante. Afinal, os resultados dos processos têm impactos sobre vida do sujeito de uma forma muito surpreendente. Ah, e é importante frisar que eles fazem tudo isso em apenas sete dias

8. Reunião para análise dos resultados e aprendizados

Depois de tudo entregue, os Fab 5 voltam para o QG Queer Eye e, juntos, assistem como se deu a interação da pessoa com seu meio ambiente de convivência. Ou seja, eles acompanham como foi a vivência posterior ao trabalho desenvolvido com o cliente e com as pessoas com as quais ele se relaciona. 

Neste momento, o indivíduo que recebeu a nova experiência ou transformação, produz vários insights para o time. Do QG, eles observam e conversam sobre o que deu certo e o que pode melhorar. De toda forma, é um momento de contemplar a solução entregue e, como time, compreender o que foi bom e o que pode ser ajustado. Tudo com muita humildade, humanidade e respeito à opinião dos coleguinhas.

Estes são os passos que eu observei com a série. Até fiz um Canvas inspirador, pautando a forma de trabalho do time Queer Eye, que você pode visualizar aqui. De uma forma geral, ressalto, novamente, que mais importante que ferramentas e metodologias é compreender se as pessoas estão envolvidas o suficiente na mesma história e em busca de um mesmo objetivo.

O Canvas faz sentido?

O Canvas faz sentido?

Pessoas são mais poderosas que ferramentas

Quando assisti ao primeiro episódio de Queer Eye, fui sem pretensão alguma. Minha expectativa era apenas me distrair um pouco. No entanto, depois de ver até o final, tive uma epifania: É isso! O que eles fazem é um processo de design perfeito

Claro, tem o romance da TV, que tem todo um apelo midiático. Todavia, recortei apenas a forma com a qual eles trabalham e isso me inspirou muito. Um time enxuto, multidisciplinar e que tem pouco tempo para construir uma boa solução com uma experiência agradável. Tudo isso em de uma forma muito divertida e alegre. 

Vivemos em meio a uma guerra de softwares. Temos aplicativos para tudo. Inclusive, para “fazer design”. Existem diversas ferramentas, técnicas e metodologias para construir soluções digitais. O desafio é colocar a pessoa no centro de tudo, de verdade. Muito mais que enviar um formulário para ela responder. Ainda mais em um cenário de pandemia sanitária mundial… Como nos aproximarmos de forma distante?

 

Eu preciso entender sobre pessoas ou tecnologias?

Eu preciso entender sobre pessoas ou tecnologias?

 

Observando a série com um olhar mais pragmático, notei que é possível extrair alguns conceitos para tentar levar para o universo corporativo. Sabemos que não é simples, mas organizando as ideias e com uma certa estratégia, é possível.

O que podemos extrair de Queer Eye e levar para o nosso contexto?

Papéis bem definidos

Cada pessoa do time tem um papel bem delineado. Cada uma cuida de suas responsabilidades. O processo é colaborativo e elas trocam ideias entre si, mas de maneira disciplinada e respeitosa.

Respeito e confiança nas entregas de equipe

O respeito se dá na confiança da capacidade do outro. Eles fazem, terminam o que começaram. Um problema comum em muitas empresas envolve iniciar, mas não finalizar os projetos – ou finalizá-los de forma grosseira. No caso da série “Queer Eye”, as decisões do outro são respeitadas. É possível opinar, criticar e brincar. As entregas de cada um, por sua vez, acontecem e se conectam de forma consistente e positiva.


Pesquisas rápidas e com sentido contextual 

As pesquisas são realizadas durante o processo. Enquanto o time Fab 5 se envolve com a pessoa, diversas informações importantes são coletadas para a construção da solução. A equipe faz este trabalho de maneira criativa, leve e divertida. Do começo ao fim, pesquisam, organizam as partes importantes e constroem artefatos durante a história, que vão fazer sentido no final do ciclo. Tudo isso sem preencher formulários. 

Abordagem humana 

O aspecto mais importante. Todo o processo é feito de forma humanizada. É frequente nos depararmos com vários picos emocionais nos episódios. Uma simples conversa, uma pequena surpresa ou alguma reflexão pontual é capaz de tocar a pessoa de um modo muito profundo. Tudo isso, nada mais é do que colocar o cliente no centro da história, fazê-lo parte do processo. As coisas são construídas com ele e para ele. 

As histórias se conectam 

Comida, roupa, psicológico, decoração e cuidados pessoais. Todos esses elementos se conectam. São de responsabilidades distribuídas, que se encaixam perfeitamente ao final da história. O time consegue ligar tudo em uma solução final, sempre emocionante, porque é transformadora. O curioso é que não acontece uma ruptura, mas são feitos ajustes. A experiência final é resultado de uma conexão trazida de um caos de ideias e decisões.

O valor é entregue

Depois do caos, o valor. Esta é a sensação que tenho a cada episódio que assisto. No primeiro dia, você duvida, parece que não vai fazer sentido algum. Mas depois o valor é entregue de uma forma que faz tudo valer a pena. Você sente aquela sensação de problema resolvido. Os feedbacks são colhidos ao mesmo tempo em que a solução é exposta. O olhar de surpresa se mistura com as emoções de uma pessoa que é impactada por uma boa experiência. Não deveria ser assim em um processo de design? 

Os aprendizados são compartilhados e debatidos

Ao final de cada história, de cada projeto, o time se reúne e avalia o que foi entregue. De forma harmoniosa, observa como a experiência está sendo recebida, troca ideias e feedbacks sobre o que deu certo e o que não deu. É um processo normal, simples e que deveria ser feito sempre em times de design. É preciso exercitar a avaliação em grupo para sentir o que foi entregue e seguir em frente. 

O que eu aprendi com Queer Eye

  1. Agilidade é diferente de pressa
  2. Onde se encaixam as oportunidades na pesquisa?
  3. Faça parte do contexto
  4. O que consigo compreender para entregar valor de forma ágil?
  5. Simplifique e incremente 
  6. Construa histórias
  7. Conecte as histórias 
  8. Identifique oportunidades 
  9. Interfaces são efêmeras
  10. Pessoas são mais poderosas do que ferramentas

Concluir o quê? 

Momentos no lugar de conclusão. O Queer Eye me mostrou que vivemos em capítulos. Em um processo de pesquisa e design, podemos abordar a trilha de modo literário. Conseguimos construir algo com o que temos, no tempo que temos e com a nossa capacidade. São diversas variáveis que impactam uma história. Entregar valor real é complexo e desafiador, mas possível. 

Você está presente na construção de um futuro. Todos os dias é assim. Precisamos ter uma visão de futuro em nossos processos de pesquisa e design, mas é fundamental entregar valor durante o percurso. A cadeia de acontecimentos vai sendo construída naturalmente, organicamente. Como peças de um quebra-cabeças que, ao final da montagem, você contempla, admira e se prepara para o desafio seguinte. De preferência com vários olhares. Observe e você verá. 

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